quarta-feira, 30 de junho de 2010

A Reforma Religiosa

Foi o movimento que rompeu com a unidade do Cristianismo centrado pela Igreja de Roma. Esse movimento faz parte das grandes transformações econômicas, sociais, culturais e políticas ocorridas na Europa nos séculos XV e XVI, que enfraqueceram a Igreja permitindo o surgimento de novas doutrinas religiosas. Desde o seculo XIV os homens da Europa viviam um intenso processo de transformação que aumentou nos seculos seguintes. Ampliação da rotas de comércio terrestre, grandes navegações, contatos com povos completamente diferentes... Essas mudanças implicaram em novas formas de convivências, além disso, o renascimento urbano, a disseminação de novos valores e o surgimento de novas classes (em especial a Burguesa), que passou a reinvidicar participação nas decisões politicas, acabaram por favorecer o ambiente da Reforma. Somados a isso, há ainda o fato de que, o Imperio Romano-Germânico (onde eclodiu o movimento), vivia uma situação em que o o Imperador era apoiado pelo papa, porém, seu poder diminuia na medida que os nobres aumentavam seus poderes atraves das grandes quantidades de terras que possuiam. A Igreja estava em crise, a burguesia crescia em importância, o nacionalismo desenvolvia-se nos Estados modernos e o Renascimento Cultural despertava a liberdade de Crítica. O aumento populacional somado às transformações que vêm junto com esse aumento acarreta em um baque entre a Igreja e essas transformações. O termo “Igreja Católica” é posterior ao Concílio de Trento, uma forma de diferenciação perante os protestantes. Antes só existia a Cristandade.

A esse movimento de divisão no cristianismo e surgimento das novas doutrinas dá-se o nome de REFORMA e à reação da Igreja, realizando modificações internas e externas, de CONTRA-REFORMA. Contudo, esse movimento foi precedido por várias manifestações nos séculos anteriores, mas nenhuma delas conseguiu o rompimento definitivo com a Igreja Romana. Dentre elas, vemos:

- Heresias Medievais (Arianismo, Valdenses, Albigenses);

- Querela de Investiduras (disputas entre os papas e os imperadores da Alemanha a partir de 1074, pelo direito de nomear bispos e abades. Só se resolve no século XII);

- Cisma do Ocidente – (Ocorrido em 1378, em que a Igreja passa a ser governada por TRÊS papas – ela se unifica em 1417);

- Movimentos Reformadores – John Wiclif (1320? -1384) e Jonh Huss (1369-1415).

Os primeiros questionamentos são referentes à questão das Indulgências (documentos assinados pelo papa, que absolviam o comprador de alguns pecados cometidos, diminuindo o tempo de sua pena no purgatório, era um comércio em vista da salvação), Simonia {comercialização de coisas sagradas (Cargos eclesiásticos, cobrança por sacramentos, objetos...)}, celibato, culto às imagens, excesso de sacramentos, atitude mundana do Alto Clero, dentre outras. Havia um abismo muito grande entre o que a Igreja pregava e o que fazia.

PRINCIPAIS REFORMADORES

REFORMA LUTERANA -
A Alemanha não está centralizada, é agrária e feudal. A Igreja possui um terço das terras. Há descontentamento geral. Vendo tantos abusos por parte do Clero, o monge agostiniano Martinho Lutero não se calou. Elaborou 95 teses e afixou-as na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, em 1517. A maioria era contra as indulgências. Principalmente as indulgências visando à construção da Basílica de São Pedro. Apoiado pela nobreza alemã, Lutero pôde divulgar suas idéias, calcada em dois princípios que se constituiriam no núcleo de sua doutrina: A Salvação somente pela fé e não pelas práticas religiosas e a Inutilidade dos Mediadores (Clero). Lutero foi excomungado em 1520. Ele queima publicamente a carta do papa (Bula papal), traduz a Bíblia para o Alemão, casa-se com uma ex-freira, fica abrigado na Saxônia. Eis suas reivindicações e críticas principais:

Substituição do Latim pelo idioma alemão nos cultos religiosos; Questiona a grande quantidade de sacramentos (Preserva dois sacramentos: batismo e eucaristia); Livre interpretação da Bíblia; Contra o Celibato; Rejeita a Hierarquia Religiosa da Igreja de Roma; pregava a Salvação pela fé; Negava a Transubstanciação – afirmava a Consubstanciação (misturados); Pecado Original: Marca do gênero Humano (nem Cristo, nem o Batismo o retiram);

O Luteranismo expandiu-se basicamente no Sacro Império Romano-Germânico e nos países escandinavos (Suécia, Noruega e Dinamarca), regiões essencialmente rurais, pouco desenvolvidas em termos comerciais. Através de suas idéias, eles desapropriam as terras da Igreja.

REFORMA CALVINISTA – J. Calvino (1509-1564) era francês, que inicia sua ruptura em Genebra, Suíça, por volta de 1536. Lá começa a publicar estudos sistemáticos sobre a nova religião. Funda uma nova doutrina que expande a Reforma. A burguesia dessa cidade havia adotado os princípios da reforma para lutar contra seu governante, o católico Duque de Savóia, o que favoreceu a atuação do reformador. Ele divergia de Lutero em alguns pontos, principalmente na questão da Salvação. Diferente de Lutero (salvação pela fé), ele defendia a idéia de que a fé não era suficiente, uma vez que o homem já nasce predestinado, ou seja, escolhido por Deus para a vida eterna ou para a sua condenação. Calvino tornou-se todo-poderoso, conseguindo impor sua doutrina, interferir nos costumes, nas crenças e na própria organização político-administrativa da cidade. O Calvinismo propagou-se rapidamente atingindo a França, a Holanda, a Inglaterra e a Escócia.

Eis algumas de suas teorias e questionamentos:

- A riqueza material era um sinal da graça divina sobre o indivíduo. Essa teoria é assimilada pela burguesia local, que justificava não só seu comércio, como também as atividades financeiras e o lucro a elas associado. Ele justifica as atividades econômicas até então condenadas pela Igreja romana.
- Grande rigidez na moral
- Questiona a Liturgia da Missa (simplifica com o Sermão, a oração e a leitura da Bíblia).
- Questiona o uso das Imagens (houve quebra-quebra nas paróquias locais)
- Acaba com os jogos, dança ida ao teatro...
- “O homem que não quer trabalhar, não merece comer.” afirma.
- Livre Interpretação da Bíblia;
- Nega o culto aos santos e a Virgem;
- Questiona a autoridade do Papa;
- Defende a separação entre a Igreja e o Estado;
- Questiona o Celibato do clero;
- Questiona a Transubstanciação (propõe uma presença material, o Cristo está presente, mas não materialmente).
- Ele cria um conselho para reger a vida religiosa em Genebra de “12 anciãos”. Eles julgavam, ditavam regras. Consistório de Genebra.
- A doutrina afirma que não há certeza da salvação;

REFORMA ANGLICANA – Os ingleses, durante a época dos Tudor, também criticavam os abusos da Igreja Romana, a ineficiência dos tribunais eclesiásticos e o favoritismo na distribuição de cargos públicos para membros do Clero, além de queixar-se do pagamento e do envio de dízimos para Roma. Durante o governo de Henrique VIII (1509-1547), a burguesia fazia pressão para o aumento do poder do parlamento. O rei, necessitando aumentar as riquezas do Estado, confisca as terras da Igreja, o que gera desentendimentos com o Papa. Isso se agrava quando o monarca solicita a anulação do casamento com Catarina de Aragão. Ele não tinha sucessores masculinos, temia que seu trono caísse em mãos espanholas. Toda a nação, com medo deste fato, apóia esse pedido. O Papa Clemente VII nega o pedido. O Rei rompe com o papado e faz uma reforma na Igreja Inglesa. Obriga seus membros a reconhecê-lo como chefe supremo e a jurar-lhe fidelidade e obediência. Obtém do clero inglês o divórcio e se casa com uma dama da corte, Ana Bolena. O Papa tenta intimidá-lo excomungando-o, mas não adianta.
Em 1534, Henrique VIII decreta o Ato de Supremacia, que consolida a separação entre a Inglaterra e o papa. Torna-se o chefe da Igreja de seu país. A Reforma anglicana, na prática, apresenta poucas modificações com a Igreja romana: Questiona o Culto aos santos; A autoridade máxima é o Rei e não o papa; Questiona o culto às relíquias; Prega a popularização da leitura da Bíblia. A Reforma anglicana resolveu, na prática, dois problemas para a monarquia: a questão da herança do trono e com a venda das terras da Igreja para a burguesia e nobreza, dá um suporte financeiro para a Coroa. O Anglicanismo se consolida no reinado de Elizabeth I, filha de Henrique VIII, que renova seu direito de soberania real sobre a Igreja, além de fixar os fundamentos da doutrina e do culto anglicano na Lei dos 39 Artigos, em 1563.

OBSERVAÇÃO - O Calvinismo também criou raízes na Inglaterra. Seus adeptos, os puritanos, iriam entrar em choque com os anglicanos, gerando inúmeros conflitos no século XVII, que levaram às imigrações maciças para a região da Nova Inglaterra, na América do Norte.

THOMAS MÜNTZER – Liderou uma revolta em 1524 com camponeses da região do Reno. Além de atacar a Igreja pela cobrança de dízimos, passam a reivindicar a reforma agrária e a abolição dos privilégios feudais. Ele afirmava ser Luterano. O movimento se espalhou por várias regiões alemãs com assaltos a castelos, queima dos mosteiros e roubo de colheitas. A essas manifestações, seguiu-se uma repressão violenta, apoiada por Lutero em prol da Nobreza alemã. Müntzer foi preso e decapitado e houve o massacre de milhares de camponeses. Ele foi um dos grandes pregadores do ANABATISMO (os convertidos são batizados na idade adulta, mesmo já sendo batizados quando criança). Tinham a necessidade de rebatizar os indivíduos, de separar a Igreja e o Estado, de abolir as imagens e o culto dos santos, queriam uma igualdade absoluta entre os homens, viver com simplicidade, pois todos eram inspirados pelo Espírito Santo. Foram fortemente reprimidos seja nos Estados Católicos, Luteranos ou Calvinistas.

CONTRA-REFORMA

O avanço do Protestantismo, não só neste momento, levou a Igreja Romana a se reorganizar. Foi um movimento de reação ao protestantismo. A Igreja precisava auto-reformar-se ou não sobreviveria, pois precisava, ainda, evitar que outras regiões virassem protestantes. Esse movimento de reforma interna já existia, mas é nesse momento que ele é aprofundado. Entre 1545 e 1563, foi convocado o CONCÍLIO DE TRENTO, onde houve reafirmações e mudanças. Dentre elas:

- Esclarece a Doutrina;
- Conserva os sete Sacramentos e confirma os Dogmas;
- Afirma a presença real de Cristo na Eucaristia;
- Inicia a redação de um Catecismo;
- Criação de Seminários para a formação de sacerdotes;
- Reafirma o Celibato, a veneração aos Santos e a Virgem;
- Aprova os Estatutos da Companhia de Jesus, criada antes do Concílio por Inácio de Loyola;
- Mantém o Latim como língua do Culto e tradução oficial das Sagradas Escrituras;
- Confirma como texto autêntico, a tradução de São Jerônimo, no século IV;
- Fortalece a Hierarquia e, portanto a unidade da Igreja Católica, ao afirmar a supremacia do Papa como “Pastor Universal de toda a Igreja”
- Reorganizou o tribunal da Inquisição ou Santo Ofício, que fica encarregado de combater a Reforma;

- Criação do “Índex” (índice), encarregada da censura de obras impressas, lista de livros cuja leitura era proibida aos fiéis;

As orientações do Concílio de Trento guiaram os católicos de todo o mundo durante 400 anos. Houve o Concílio Vaticano I (08/12/1869 - 20/10/1870), convocado pelo Papa PIO IX (1846-1878), mas que foi interrompido devido à Guerra Franco-Alemã que havia iniciado. As maiores mudanças começariam a acontecer apenas em 1962, quando o papa João XXIII convocou o Concílio Vaticano II (11/10/1962 a 07/12/1965), para redefinir as posições da Igreja e adequá-la às necessidades e desafios do mundo contemporâneo.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Regras do Grêmio Estudantil

   Caros alunos, segue abaixo as regras do Grêmio Estudantil. Vale lembrar que para participar do grêmio TODOS devem concordar com as mesmas.

REGRAS:

Ø             Não poderá comprar voto
Ø             Não causar brigas ou atritos com outras chapas
Ø             Não acusar algo que não tenha acontecido
Ø             Só sair da sala para divulgação com alguém da Comissão Pró-Grêmio
Ø             Em caso de dúvidas e sugestões procurar um integrante da Comissão
Ø            Para sair da sala de aula para alguma reunião, divulgação ou colagem de anúncios da chapa, um integrante da comissão terá que estar presente.
Ø             Sempre ao sair da sala de aula o professor tem que estar ciente
Ø             Só sairá da sala de aula para alguma atividade se o Professor Autorizar
Ø             Só será feita a divulgação da chapa em sala de aula se o Professor que estiver presente autorizar
Ø             Todos os anúncios e propostas terão que ser aprovadas pela Coordenação e Comissão
Ø             Não deixar de fazer as atividades de sala de aula, por motivo do Grêmio Estudantil.

   Dúvidas, procurar a comissão organizadora.


segunda-feira, 21 de junho de 2010

Iluminismo

ILUMINISMO (SÉC. XVIII)

O Iluminismo (siËcle des lumiËres), uma das grandes etapas da civilização ocidental, deve seu nome à sua oposição a um pretenso obscurantismo da Idade Média. Após um período de claras mudanças na cultura e na mentalidade do homem, conhecido como Renascimento (O termo "renascença", tinha o significado de renascimento da cultura greco-latina, a Idade Média, para os renascentistas, havia sido um período de trevas em que a ciência e a arte morrera, mas que finalmente renascia num novo momento de grandes realizações), a força das ideologias herdadas da Idade Média estava cada vez menor. A visão teocêntrica, na qual tudo gira em torno da religião, foi sendo substituída gradativamente pela visão antropocêntrica, onde o homem é o centro do universo.

Durante os séculos XVII e XVIII, graças ao desenvolvimento intelectual obtido no Renascimento, o homem passou a refletir mais sobre o mundo que o cercava, tendo chegado à conclusão de que era preciso rever suas práticas políticas, econômicas e ideológicas. Nesse regime, a educação estava sob o controle da igreja. Isto não era bem visto pelos novos pensadores, os iluministas, pois para eles a igreja ensinava uma filosofia arcaica e isto tornava a sociedade ignorante, fanática e submissa.

Os pensadores da época baseavam-se na tese de que a vida em sociedade deveria servir para proporcionar felicidade, justiça e igualdade, algo muito diferente do que ocorria na época. Desta forma, esses filósofos passaram a condenar o absolutismo (Sistema de governo em que um monarca exerce o poder sem restrição legal nem interferência de órgãos legislativos ou judiciais autônomos), o mercantilismo (conjunto de teorias e práticas econômicas adotadas e desenvolvidas pelos governos europeus durante a fase do capitalismo comercial, na Idade Moderna. Entre as características gerais do mercantilismo estão: controle estatal da economia, protecionismo e metalismo) e a mentalidade imposta pela Igreja.

Tal movimento, originado na Inglaterra, Holanda e França, ficou conhecido como Iluminismo, uma vez que “iluminava” os aspectos “escuros” da Idade Média. Para os iluministas, a grande maneira de se construir uma sociedade com Liberdade, Igualdade e Fraternidade seria por meio do uso da razão.

Por esse motivo, acreditavam que as crenças religiosas e o misticismo bloqueavam, de certa forma, o uso da razão. Por isso, passaram a criticar a Igreja Católica, embora não deixassem de crer em Deus. A burguesia se interessou grandemente pelos ideais iluministas, uma vez que necessitava ter um poder político semelhante ao seu poder econômico, assim, ir contra o absolutismo era algo bastante viável.

Os principais filósofos deste período foram John Locke, Voltaire, Montesquieu, Rousseau, Diderot e Jean Le Rond d´Alembert. O iluminismo foi de suma importância para desenvolvimento dos direitos civis, para a consolidação dos estados-nações e para a ocorrência das profundas transformações políticas futuras, como a Revolução Francesa e a independência de muitas colônias americanas, por exemplo.

O homem deveria ser o centro e passar a buscar respostas para as questões que, até então, eram justificadas somente pela fé.
A apogeu deste movimento foi atingido no século XVIII, e, este, passou a ser conhecido como o Século das Luzes. O Iluminismo foi mais intenso na França, onde influenciou a Revolução Francesa através de seu lema: Liberdade, igualdade e fraternidade. Também teve influência em outros movimentos sociais como na independência das colônias inglesas na América do Norte e na Inconfidência Mineira, ocorrida no Brasil.
Para os filósofos iluministas, o homem era naturalmente bom, porém, era corrompido pela sociedade com o passar do tempo. Eles acreditavam que se todos fizessem parte de uma sociedade justa, com direitos iguais a todos, a felicidade comum seria alcançada. Por esta razão, eles eram contra as imposições de caráter religioso, contra as práticas mercantilistas, contrários ao absolutismo do rei, além dos privilégios dados a nobreza e ao clero.
Os burgueses foram os principais interessados nesta filosofia, pois, apesar do dinheiro que possuíam, eles não tinham poder em questões políticas devido a sua forma participação limitada. Naquele período, o Antigo Regime ainda vigorava na França, e, nesta forma de governo, o rei detinha todos os poderes. Uma outra forma de impedimento aos burgueses eram as práticas mercantilistas, onde, o governo interferia ainda nas questões econômicas.
No Antigo Regime, a sociedade era dividida da seguinte forma: Em primeiro lugar vinha o clero, em segundo a nobreza, em terceiro a burguesia e os trabalhadores da cidade e do campo. Com o fim deste poder, os burgueses tiveram liberdade comercial para ampliar significativamente seus negócios, uma vez que, com o fim do absolutismo, foram tirados não só os privilégios de poucos (clero e nobreza), como também, as práticas mercantilistas que impediam a expansão comercial para a classe burguesa.
Os principais filósofos do Iluminismo foram: John Locke (1632-1704), ele acreditava que o homem adquiria conhecimento com o passar do tempo através do empirismo; Voltaire (1694-1778), ele defendia a liberdade de pensamento e não poupava crítica a intolerância religiosa; Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), ele defendia a idéia de um estado democrático que garanta igualdade para todos; Montesquieu (1689-1755), ele defendeu a divisão do poder político em Legislativo, Executivo e Judiciário; Denis Diderot (1713-1784) e Jean Le Rond d´Alembert (1717-1783), juntos organizaram uma enciclopédia que reunia conhecimentos e pensamentos filosóficos da época.

A Enciclopédia= Organizada por Jean D´ Alembert (1717-1783) e por Denis Diderot (1713-1784), ela reunia todos os principais conhecimentos da época.

Déspotas Esclarecidos= Alguns governantes procuraram tirar proveito dos princípios Iluministas sem abrir mão do poder absoluto. Destacaram-se na Espanha, Rússia e Portugal.

Revolução Industrial

REVOLUÇÃO INDUSTRIAL INGLESA DO SÉCULO XVIII

Dá-se o nome de Revolução Industrial ao conjunto de fatores que transformaram a economia mundial de pré-industrial em industrial, onde passou-se a produzir em larga escala com custos cada vez menores.
Mas, comecemos do elicio. Em primeiro lugar é importante ressaltar que a Revolução Industrial não foi um fenômeno como outro qualquer, que ocorreu na historia da humanidade. Ela diferente de outros acontecimentos, não teve um começo um meio e um fim. Ela teve um começo e ainda hoje ocorre, talvez e certamente, é possível determinar quando de seu inicio, mas não quando ela terminara, pois ela ainda esta em curso. A Revolução Industrial certamente é o mais importante acontecimento que ocorreu na história da humanidade. Vamos aos fatos deste fantástico acontecimento.
Começo com uma pergunta: O que significa dizer que a Revolução Industrial explodiu?  Significa que a certa altura da década de 1780, e pela primeira vez na história da humanidade, o poder produtivo se tornou capaz de multiplicar sua capacidade de produção, capacidade de multiplicação que ocorria cada vez mais. Nenhuma sociedade anterior tinha sido antes capaz de transpor o teto que uma estrutura social pré-industrial, uma tecnologia e uma ciência deficientes, e conseqüentemente o colapso, a fome e a morte periódicos, impunham á produção. A partir da metade do século XVIII, o processo de acumulação de velocidade para partida é tão nítido que historiadores mais velhos tenderam a datar a revolução para a data de 1760. Mas, uma investigação cuidadosa levou a maioria dos estudiosos a localizar como desiciva a década de 1780 e não 1760, pois foi então que, até onde se pode distinguiu, todos os índices estatísticos relevantes deram umas guinadas repentinas, bruscas e quase verticais para a “partida”. A economia, por assim dizer, voava.
Chamar este processo de Revolução Industrial é lógico e está em conformidade com a tradição, embora alguns tenham tentado chamar esse verdadeiro boom de “evolução acelerada”. Se as transformações rápidas, fundamentais e quantitativas que se deu por volta da década de 1780 não foi uma revolução, então a palavra não tem qualquer significado pratico.
Como já foi dito sob qualquer aspecto este foi o acontecimento mais importante da história da humanidade e se passou na Inglaterra. E é evidentes que isso não foi acidental e qualquer que tenha sido a razão para tal pioneirismo, certamente não foi em razão da sua superioridade tecnológica e cientifica. Nas ciências naturais os franceses estavam bem à frente, nas instituições de treinamento técnico, os alemães estavam à frente. A educação inglesa era uma piada de mau gosto, embora suas deficiências fossem um tanto compensadas pelas duras escolas do interior e pelas universidades.
Felizmente poucos refinamentos intelectuais foram necessários para se fazer a Revolução Industrial. Suas invenções técnicas foram bastante modestas, e sob hipótese alguma estavam além dos limites de artesãos que trabalhavam em suas oficinas ou das capacidades construtivas de carpinteiros, moleiros e serralheiros. Como já foi dito antes o pais que reunia as condições necessárias para empreender tal revolução era a Inglaterra, onde a mais de um século o primeiro rei tinha sido formalmente julgado e executado pelo povo e desde que o lucro privado e o desenvolvimento econômico tinham sido aceitos como supremos objetivos da política governamental. A solução britânica do problema agrário, singurlamente revolucionário, já tinha sido encontrada na pratica. Uma relativa quantidade de proprietários com espírito comercial já quase monopolizava a terra, que era cultivada por arrendatários empregando camponeses sem terra ou pequenos agricultores.
As atividades agrícolas já estavam predominantemente dirigidas para o mercado, às manufaturas de há muito tinham-se disseminado por um interior feudal. A agricultura já estava preparada para levar a termo suas três funções fundamentais numa era industrialização: aumentar a produção e a produtividade de modo a alimentar uma população não agrícola em rápido crescimento:  fornecer um grande e crescente excedente de recrutas em potencial para as cidades e as industrias:  e fornecer um mecanismo para acumulo de capital a ser usado nos setores mais modernos da economia.
Dentre as principais invenções do século XVIII podemos destacar o motor a vapor.
As primeiras máquinas a vapor foram construídas na Inglaterra durante o século XVIII. Retiravam a água acumulada nas minas de ferro e de carvão e fabricavam tecidos. Graças a essas máquinas, a produção de mercadorias aumentou muito. E os lucros dos burgueses donos de fábricas cresceram na mesma proporção. Por isso, os empresários ingleses começaram a investir na instalação de indústrias.As fábricas se espalharam rapidamente pela Inglaterra e provocaram mudanças tão profundas que os historiadores atuais chamam aquele período de Revolução Industrial. O modo de vida e a mentalidade de milhões de pessoas se transformaram, numa velocidade espantosa. O mundo novo do capitalismo, da cidade, da tecnologia e da mudança incessante triunfou.
As máquinas a vapor bombeavam a água para fora das minas de carvão. Eram tão importantes quanto as máquinas que produziam tecidos.As carruagens viajavam a 12 km/h e os cavalos, quando se cansavam, tinham de ser trocados durante o percurso. Um trem da época alcançava 45 km/h e podia seguir centenas de quilômetros. Assim, a Revolução Industrial tornou o mundo mais veloz. Como essas máquinas substituiam a força dos cavalos, convencionou-se em medir a potência desses motores em HP (do inglês horse power ou cavalo-força).
A Revolução tornou os métodos de produção mais eficientes. Os produtos passaram a ser produzidos mais rapidamente, barateando o preço e estimulando o consumo. Por outro lado, aumentou também o número de desempregados. As máquinas foram substituindo, aos poucos, a mão-de-obra humana. A poluição ambiental, o aumento da poluição sonora, o êxodo rural e o crescimento desordenado das cidades também foram conseqüências nocivas para a sociedade. Até os dias de hoje, o desemprego é um dos grandes problemas nos países em desenvolvimento. Gerar empregos tem se tornado um dos maiores desafios de governos no mundo todo. Os empregos repetitivos e pouco qualificados foram substituídos por máquinas e robôs. As empresas procuram profissionais bem qualificados para ocuparem empregos que exigem cada vez mais criatividade e múltiplas capacidades. Mesmo nos países desenvolvidos tem faltado empregos para a população.
As conseqüências desta revolução se fizeram sentir em todo o mundo, por exemplo, a escravidão no Brasil só acabou graças a pressões dos ingleses que viam na grande massa de escravos, consumidores em potencial de seus produtos industrializados.