segunda-feira, 21 de junho de 2010

Iluminismo

ILUMINISMO (SÉC. XVIII)

O Iluminismo (siËcle des lumiËres), uma das grandes etapas da civilização ocidental, deve seu nome à sua oposição a um pretenso obscurantismo da Idade Média. Após um período de claras mudanças na cultura e na mentalidade do homem, conhecido como Renascimento (O termo "renascença", tinha o significado de renascimento da cultura greco-latina, a Idade Média, para os renascentistas, havia sido um período de trevas em que a ciência e a arte morrera, mas que finalmente renascia num novo momento de grandes realizações), a força das ideologias herdadas da Idade Média estava cada vez menor. A visão teocêntrica, na qual tudo gira em torno da religião, foi sendo substituída gradativamente pela visão antropocêntrica, onde o homem é o centro do universo.

Durante os séculos XVII e XVIII, graças ao desenvolvimento intelectual obtido no Renascimento, o homem passou a refletir mais sobre o mundo que o cercava, tendo chegado à conclusão de que era preciso rever suas práticas políticas, econômicas e ideológicas. Nesse regime, a educação estava sob o controle da igreja. Isto não era bem visto pelos novos pensadores, os iluministas, pois para eles a igreja ensinava uma filosofia arcaica e isto tornava a sociedade ignorante, fanática e submissa.

Os pensadores da época baseavam-se na tese de que a vida em sociedade deveria servir para proporcionar felicidade, justiça e igualdade, algo muito diferente do que ocorria na época. Desta forma, esses filósofos passaram a condenar o absolutismo (Sistema de governo em que um monarca exerce o poder sem restrição legal nem interferência de órgãos legislativos ou judiciais autônomos), o mercantilismo (conjunto de teorias e práticas econômicas adotadas e desenvolvidas pelos governos europeus durante a fase do capitalismo comercial, na Idade Moderna. Entre as características gerais do mercantilismo estão: controle estatal da economia, protecionismo e metalismo) e a mentalidade imposta pela Igreja.

Tal movimento, originado na Inglaterra, Holanda e França, ficou conhecido como Iluminismo, uma vez que “iluminava” os aspectos “escuros” da Idade Média. Para os iluministas, a grande maneira de se construir uma sociedade com Liberdade, Igualdade e Fraternidade seria por meio do uso da razão.

Por esse motivo, acreditavam que as crenças religiosas e o misticismo bloqueavam, de certa forma, o uso da razão. Por isso, passaram a criticar a Igreja Católica, embora não deixassem de crer em Deus. A burguesia se interessou grandemente pelos ideais iluministas, uma vez que necessitava ter um poder político semelhante ao seu poder econômico, assim, ir contra o absolutismo era algo bastante viável.

Os principais filósofos deste período foram John Locke, Voltaire, Montesquieu, Rousseau, Diderot e Jean Le Rond d´Alembert. O iluminismo foi de suma importância para desenvolvimento dos direitos civis, para a consolidação dos estados-nações e para a ocorrência das profundas transformações políticas futuras, como a Revolução Francesa e a independência de muitas colônias americanas, por exemplo.

O homem deveria ser o centro e passar a buscar respostas para as questões que, até então, eram justificadas somente pela fé.
A apogeu deste movimento foi atingido no século XVIII, e, este, passou a ser conhecido como o Século das Luzes. O Iluminismo foi mais intenso na França, onde influenciou a Revolução Francesa através de seu lema: Liberdade, igualdade e fraternidade. Também teve influência em outros movimentos sociais como na independência das colônias inglesas na América do Norte e na Inconfidência Mineira, ocorrida no Brasil.
Para os filósofos iluministas, o homem era naturalmente bom, porém, era corrompido pela sociedade com o passar do tempo. Eles acreditavam que se todos fizessem parte de uma sociedade justa, com direitos iguais a todos, a felicidade comum seria alcançada. Por esta razão, eles eram contra as imposições de caráter religioso, contra as práticas mercantilistas, contrários ao absolutismo do rei, além dos privilégios dados a nobreza e ao clero.
Os burgueses foram os principais interessados nesta filosofia, pois, apesar do dinheiro que possuíam, eles não tinham poder em questões políticas devido a sua forma participação limitada. Naquele período, o Antigo Regime ainda vigorava na França, e, nesta forma de governo, o rei detinha todos os poderes. Uma outra forma de impedimento aos burgueses eram as práticas mercantilistas, onde, o governo interferia ainda nas questões econômicas.
No Antigo Regime, a sociedade era dividida da seguinte forma: Em primeiro lugar vinha o clero, em segundo a nobreza, em terceiro a burguesia e os trabalhadores da cidade e do campo. Com o fim deste poder, os burgueses tiveram liberdade comercial para ampliar significativamente seus negócios, uma vez que, com o fim do absolutismo, foram tirados não só os privilégios de poucos (clero e nobreza), como também, as práticas mercantilistas que impediam a expansão comercial para a classe burguesa.
Os principais filósofos do Iluminismo foram: John Locke (1632-1704), ele acreditava que o homem adquiria conhecimento com o passar do tempo através do empirismo; Voltaire (1694-1778), ele defendia a liberdade de pensamento e não poupava crítica a intolerância religiosa; Jean-Jacques Rousseau (1712-1778), ele defendia a idéia de um estado democrático que garanta igualdade para todos; Montesquieu (1689-1755), ele defendeu a divisão do poder político em Legislativo, Executivo e Judiciário; Denis Diderot (1713-1784) e Jean Le Rond d´Alembert (1717-1783), juntos organizaram uma enciclopédia que reunia conhecimentos e pensamentos filosóficos da época.

A Enciclopédia= Organizada por Jean D´ Alembert (1717-1783) e por Denis Diderot (1713-1784), ela reunia todos os principais conhecimentos da época.

Déspotas Esclarecidos= Alguns governantes procuraram tirar proveito dos princípios Iluministas sem abrir mão do poder absoluto. Destacaram-se na Espanha, Rússia e Portugal.

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